quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Motivo para suportar o verão

Verão: há quem goste. Eu não. Eu suporto! Termômetros marcando mais de 30°. Sol escaldante. Ventos inexistentes. Sair do banho e ficar suado antes de terminar de secar-se. Ficar transpirando o tempo todo, anti-higiene... Não, eu não nasci apto a viver tranquilamente com temperaturas que passam dos 21°.

Verão só é bom na praia. Em Porto Alegre (Forno Alegre), não! Aqui não tem para onde fugir. Não é possível passar o dia inteiro nos shoppings com ar condicionado, ou perto de um ventilador o tempo todo. Sortudos os que podem! Se eu tivesse dinheiro suficiente, assim que o calor intensificasse, viajaria para algum país que fosse inverno. De preferência para algum lugar BEM frio, tipo a Rússia, ou talvez a Ucrânia. Frio de verdade!
Enquanto não ganhar na mega-sena, não inventar nada novo, não entrar para máfia, não me envolver com o tráfico de drogas, não virar político... Enfim, não enriquecer: cabe a eu padecer às quase insuportáveis temperaturas, típicas desta época do ano em Porto Alegre.

Entretanto, tudo na vida tem um lado bom (exceto o disco do Gildo de Freitas que meu pai possui), o verão também o tem. E é justamente por esse lado positivo existir, que suporto esta maldita estação. Coca-cola gelada? É, este também é um fator considerável para tal tolerância. Porém não é o principal. A razão é que: algo acontece no verão com as roupas femininas. Os trajes das moças diminuem de uma forma incrível. As gurias começam a usar shortinhos e saias que nos revelam belos pares de coxas que foram mantidos anônimos durante todo o frio e tenebroso inverno, e, também, camisas que deixam amostra seus umbigos adornados por piercings. Desculpem-me as feias, as gordinhas, e as gordinhas feias, mas a verdade é que o verão não foi feito pra vocês. O verão pertence as belas donzelas de curvas simétricas.

No Unificado da Alberto Bins (onde eu estudo), uma dúvida cruel paira sobre minha mente toda vez que soa o sinal anunciando o intervalo. Tenho duas opções: ficar na sala, curtindo uma temperatura aceitável do ar condicionado, conversando com um bando de chatos que ficam perto da porta falando coisas sem graça e com as gurias que ficam por ali "pagando pau" pro monitor fortezinho da turma, ou descer, sofrer um pouquinho com o calor, e, em contrapartida, apreciar garotas lindas sem a mínima vergonha de mostrar seus corpos esculturais dentro roupas minúsculas sob a luz do luar. Geralmente a segunda opção vence.

No verão, noto que as pessoas, de uma forma geral, claro, ficam mais estressadas. O nível de estresse da população porto-alegrense é igualmente proporcional à temperatura. Quanto mais quente, mais gente estressada.
Eu costumo ficar extremamente depressivo com o calor. Não tenho vontade de fazer nada. Malemolência total. Culpa do calor, da correria de fim de ano, da preocupação com as provas, da minha colega que continua me ignorando por besteira e sem ter mais motivos, dos mosquitos, das aulas nos fins de semana, da ausência de vento e dos muitos outros pontos negativos pelos quais eu odeio cada ano mais o verão. E é por causa das gurias lindas em trajes menores, e apenas por isso, que suporto os dias mais calientes do ano. O verão já chegou!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

As únicas quatro perguntas que merecem ser formuladas:

"O que é sagrado?

De que substância é feito o espírito?

Pelo que vale a pena viver?

E pelo que, tudo dito e feito, vale a pena morrer?

A resposta a todas essas indagações é a mesma. Apenas o Amor."

sábado, 24 de outubro de 2009

Clima de Clássico

Gre-Nal é acirrado, não interessa o local ou o torneio em questão. Mas o embate do próximo domingo será, além de disputadíssimo, decisivo no que diz respeito as ambições de ambas equipes para o restante do ano. A razão? Cinco Pontos. Os mesmos cinco pontos que separam o Inter da liderança da competição, também separam o Grêmio do G4.

O tricolor vem desfalcado de peças importantíssimas como Jonas, goleador da equipe na temporada, Maxi López, o símbolo da raça do time, e sem seu capitão e camisa dez, Tcheco. Os últimos dois suspensos pelo terceiro cartão amarelo.
O Internacional não poderá utilizar o zagueiro Fabiano Eller, também cumprindo suspensão pelo terceiro amarelo. Teoricamente, a situação é desfavorável ao Grêmio, embora a única vantagem real do Inter seja o fator local.

Douglas Costa poderá ser a surpresa entre os titulares do Grêmio. O Internacional contará com a volta de Giuliano, Alan Kardec, e Bolívar, que cumpriu suspensão diante do Fluminense.

Quem perder, praticamente, dará adeus aos seus objetivos maiores. Uma derrota gremista acaba com o sonho de disputar a libertadores de 2010. Desbarato colorado complica demais as chances de manter-se na briga pelo título.

O clima de clássico já tomou conta da cidade.

Para domingo, a meteorologia indica tempo fechado e a volta do frio à capital gaúcha. Eu indico clima quentíssimo dentro de campo, nervos à flor da pele, e Porto Alegre parada para assistir a mais uma peleia inesquecível.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Caixa de Pandora

Existem na Mitologia Grega várias versões para esta mesma história. Todas elas tem o mesmo significado. O titã Prometeu deu aos homens o segredo do fogo, com o qual poderiam subjugar todas as outras espécies vivas. Zeus não gostou da ideia. Nem um pouco! E mais do que não gostar, ele resolveu vingar-se.Existe no mundo alguma criatura mais vingativa do que a mulher? Claro que não!

Ainda não existiam mulheres no planeta. Nem uma sequer. E foi essa a melhor maneira que o Deus dos Trovões encontrou para vingar-se do titã, criando e enviando para a Terra um ser mais vingativo que a própria vingança(se é que é possível): a mulher. É claro que não operou sozinho. Pandora teve sua forma esculpida em argila por Hefesto; Afrodite deu-lhe beleza; Apolo foi o responsável por seu talento musical; Deméter lhe ensinou tudo sobre colheita; Atena concedeu-lhe habilidade manual; Poseidon presenteou-a com um lindo colar de pérolas; Hermes dotou-a com o dom da persuasão(MALDITO SEJA HERMES!!!), além de outros dons recebidos de todos os deuses. Zeus finalizou a obra dando-lhe características pessoais, antes de entregá-la com um topzinho na cabeça a Epimeteu, irmão de Prometeu.

Prometeu alertou o irmão sobre sua desconfiança quanto ao presentinho do Deus Supremo, mas como titãs e homens tem pensamentos semelhantes ao avistarem uma bela mulher, Epimeteu não deu ouvidos ao irmão e aceitou o presente. Mais do que aceitou, casou-se com Pandora. Pronto, Zeus vingou-se em grande estilo. Deu aos homens alguém para controlá-los, persuádi-los, obrigá-los a fazer todas suas vontades e para reclamar quando demoramos demais jogando futebol com os amigos.

Como toda mulher, Pandora também possuía o "fator Kinder Ovo". Sim, Pandora tinha uma surpresa, uma caixa na qual estavam aprisionados todos os males da humanidade e apenas um dom. E então, Zeus cometeu um grave erro: atiçou um dos sentimentos mais fortes das mulheres... curiosidade. Zeus Disse-lhe exatamente o que não se deve dizer a uma mulher quando não se quer que ela faça algo.
- Pandora, guriazinha linda, eu te dou esta caixa mas promete pro pai que não vais abri-la em hipótese alguma. Tá?
- Sim, papai! - Respondeu-lhe Pandora, provavelmente fazendo uso do dom concedido por Hermes. Repito: maldito seja Hermes!!!

Vencida pela curiosidade, a primeira mulher do planeta abriu a caixa para dar uma espiadinha, liberando assim todos os males existentes. Desesperada, sem saber o que fazer tentou fechar a caixa a tempo de manter algo aprisionado em seu interior, e conseguiu. Pandora libertou todas as coisas nefastas e manteve presa na caixa apenas algo chamado Esperança.

Às vezes nos apaixonamos, levamos vários "foras", somos desprezados, humilhados, nos expomos ao ridículo, ficamos chatos com nós mesmos(sim, eu fico chato até comigo quando não me querem. O cara mais chato do mundo eu diria...), mas continuamos insistindo. A insistência é explicada por um simples motivo: mesmo não querendo-nos, todas as mulheres tem algo em comum com a primeira da Terra, elas prendem nossa esperança.

Aqui no sul, além de belas mulheres, há algo semelhante, senão pior, no que diz respeito as nossas esperanças para o futuro: A dupla Gre-Nal! Sofremos, esbracejamos e até choramos por Grêmio e Inter. Os dois representantes do sul na primeira divisão sabem o quão difícil será conquistar algo no Brasileirão nesta altura do campeonato. Mesmo assim, os gaúchos continuam acreditando. E é tudo culpa da Pandora... Enquanto houver mulheres e rodadas do Campeonato Brasileiro, continuaremos acreditando em um final feliz. Enquanto houver paixão, há esperança!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Boys don´t cry???

Quem inventou que "homem não chora" certamente nunca assistiu um Campeonato Brasileiro. Ontem, no Olímpico, jogadores de ambas as equipes foram às lágrimas. Por motivos diferentes, claro.

Jonas, o mal amado camisa 9 do Tricolor Gaúcho, foi aos prantos ao marcar seu décimo terceiro gol na competição e, junto com Adriano, isolar-se na artilharia do campeonato. O choro do goleador do Grêmio na temporada é compreensível. Aos vinte anos Jonas ainda trabalhava como farmacêutico, no interior paulista, a idéia de ser um jogador de futebol ficava cada vez mais distante. Poucos anos depois, torna-se o homem que mais balançou as redes do principal campeonato no país do futebol, até agora. Jonas nunca foi uma unanimade no Estádio Olímpico. Sempre foi contestado por direção, torcedores, e até pelos técnicos que passaram pelo Grêmio nos últimos anos. Ao marcar seu gol de número 13 na competição, tudo veio à tona. Um choro de alívio, um choro de desabafo, e, acima de tudo, o choro de um homem que já venceu muitos obstáculos na vida e mesmo assim segue tendo que provar a todos, dia após dia, que é um bom jogador. Jonas merece.

Do outro lado, lágrimas sofridas. Luiz Alberto, o vigoros capitão do Fluminense, chorou. Ele, que no ano anterior liderou a equipe dentro de campo rumo à final da Libertadores, agora encontra-se, com todo o time, em uma situação lamentável. Luiz Alberto negou que a equipe tenha jogado de vez a tolha, mas sabe que Tricolor Carioca não tem mais forças para reagir. O Fluminense foi um time apático, sem vibração, sem vontade. Cada gol gremista tinha o efeito de uma punhalada no coração do último colocado.

Resta ao Fluminense jogar por sua dignidade até a última rodada, e, desde já, reestruturar-se para voltar à série A no próximo ano.
Para o Grêmio, ainda há esperança de conquistas maiores neste ano, mas tudo depende de um bom resultado na decisão do próximo domingo, no Serra Dourada, contra o Goiás.

Sim, nós, homens, choramos. Choramos de emoção quando finalmente conquistamos algo pelo qual batalhamos muito, e de profunda tristeza quando nosso orgulho é ferido à golpes letais.
Faltam muitas rodadas para o fim do Brasileirão, e, até o final, muitas lágrimas vão escorrer nos gramados.