sábado, 24 de outubro de 2009

Clima de Clássico

Gre-Nal é acirrado, não interessa o local ou o torneio em questão. Mas o embate do próximo domingo será, além de disputadíssimo, decisivo no que diz respeito as ambições de ambas equipes para o restante do ano. A razão? Cinco Pontos. Os mesmos cinco pontos que separam o Inter da liderança da competição, também separam o Grêmio do G4.

O tricolor vem desfalcado de peças importantíssimas como Jonas, goleador da equipe na temporada, Maxi López, o símbolo da raça do time, e sem seu capitão e camisa dez, Tcheco. Os últimos dois suspensos pelo terceiro cartão amarelo.
O Internacional não poderá utilizar o zagueiro Fabiano Eller, também cumprindo suspensão pelo terceiro amarelo. Teoricamente, a situação é desfavorável ao Grêmio, embora a única vantagem real do Inter seja o fator local.

Douglas Costa poderá ser a surpresa entre os titulares do Grêmio. O Internacional contará com a volta de Giuliano, Alan Kardec, e Bolívar, que cumpriu suspensão diante do Fluminense.

Quem perder, praticamente, dará adeus aos seus objetivos maiores. Uma derrota gremista acaba com o sonho de disputar a libertadores de 2010. Desbarato colorado complica demais as chances de manter-se na briga pelo título.

O clima de clássico já tomou conta da cidade.

Para domingo, a meteorologia indica tempo fechado e a volta do frio à capital gaúcha. Eu indico clima quentíssimo dentro de campo, nervos à flor da pele, e Porto Alegre parada para assistir a mais uma peleia inesquecível.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Caixa de Pandora

Existem na Mitologia Grega várias versões para esta mesma história. Todas elas tem o mesmo significado. O titã Prometeu deu aos homens o segredo do fogo, com o qual poderiam subjugar todas as outras espécies vivas. Zeus não gostou da ideia. Nem um pouco! E mais do que não gostar, ele resolveu vingar-se.Existe no mundo alguma criatura mais vingativa do que a mulher? Claro que não!

Ainda não existiam mulheres no planeta. Nem uma sequer. E foi essa a melhor maneira que o Deus dos Trovões encontrou para vingar-se do titã, criando e enviando para a Terra um ser mais vingativo que a própria vingança(se é que é possível): a mulher. É claro que não operou sozinho. Pandora teve sua forma esculpida em argila por Hefesto; Afrodite deu-lhe beleza; Apolo foi o responsável por seu talento musical; Deméter lhe ensinou tudo sobre colheita; Atena concedeu-lhe habilidade manual; Poseidon presenteou-a com um lindo colar de pérolas; Hermes dotou-a com o dom da persuasão(MALDITO SEJA HERMES!!!), além de outros dons recebidos de todos os deuses. Zeus finalizou a obra dando-lhe características pessoais, antes de entregá-la com um topzinho na cabeça a Epimeteu, irmão de Prometeu.

Prometeu alertou o irmão sobre sua desconfiança quanto ao presentinho do Deus Supremo, mas como titãs e homens tem pensamentos semelhantes ao avistarem uma bela mulher, Epimeteu não deu ouvidos ao irmão e aceitou o presente. Mais do que aceitou, casou-se com Pandora. Pronto, Zeus vingou-se em grande estilo. Deu aos homens alguém para controlá-los, persuádi-los, obrigá-los a fazer todas suas vontades e para reclamar quando demoramos demais jogando futebol com os amigos.

Como toda mulher, Pandora também possuía o "fator Kinder Ovo". Sim, Pandora tinha uma surpresa, uma caixa na qual estavam aprisionados todos os males da humanidade e apenas um dom. E então, Zeus cometeu um grave erro: atiçou um dos sentimentos mais fortes das mulheres... curiosidade. Zeus Disse-lhe exatamente o que não se deve dizer a uma mulher quando não se quer que ela faça algo.
- Pandora, guriazinha linda, eu te dou esta caixa mas promete pro pai que não vais abri-la em hipótese alguma. Tá?
- Sim, papai! - Respondeu-lhe Pandora, provavelmente fazendo uso do dom concedido por Hermes. Repito: maldito seja Hermes!!!

Vencida pela curiosidade, a primeira mulher do planeta abriu a caixa para dar uma espiadinha, liberando assim todos os males existentes. Desesperada, sem saber o que fazer tentou fechar a caixa a tempo de manter algo aprisionado em seu interior, e conseguiu. Pandora libertou todas as coisas nefastas e manteve presa na caixa apenas algo chamado Esperança.

Às vezes nos apaixonamos, levamos vários "foras", somos desprezados, humilhados, nos expomos ao ridículo, ficamos chatos com nós mesmos(sim, eu fico chato até comigo quando não me querem. O cara mais chato do mundo eu diria...), mas continuamos insistindo. A insistência é explicada por um simples motivo: mesmo não querendo-nos, todas as mulheres tem algo em comum com a primeira da Terra, elas prendem nossa esperança.

Aqui no sul, além de belas mulheres, há algo semelhante, senão pior, no que diz respeito as nossas esperanças para o futuro: A dupla Gre-Nal! Sofremos, esbracejamos e até choramos por Grêmio e Inter. Os dois representantes do sul na primeira divisão sabem o quão difícil será conquistar algo no Brasileirão nesta altura do campeonato. Mesmo assim, os gaúchos continuam acreditando. E é tudo culpa da Pandora... Enquanto houver mulheres e rodadas do Campeonato Brasileiro, continuaremos acreditando em um final feliz. Enquanto houver paixão, há esperança!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Boys don´t cry???

Quem inventou que "homem não chora" certamente nunca assistiu um Campeonato Brasileiro. Ontem, no Olímpico, jogadores de ambas as equipes foram às lágrimas. Por motivos diferentes, claro.

Jonas, o mal amado camisa 9 do Tricolor Gaúcho, foi aos prantos ao marcar seu décimo terceiro gol na competição e, junto com Adriano, isolar-se na artilharia do campeonato. O choro do goleador do Grêmio na temporada é compreensível. Aos vinte anos Jonas ainda trabalhava como farmacêutico, no interior paulista, a idéia de ser um jogador de futebol ficava cada vez mais distante. Poucos anos depois, torna-se o homem que mais balançou as redes do principal campeonato no país do futebol, até agora. Jonas nunca foi uma unanimade no Estádio Olímpico. Sempre foi contestado por direção, torcedores, e até pelos técnicos que passaram pelo Grêmio nos últimos anos. Ao marcar seu gol de número 13 na competição, tudo veio à tona. Um choro de alívio, um choro de desabafo, e, acima de tudo, o choro de um homem que já venceu muitos obstáculos na vida e mesmo assim segue tendo que provar a todos, dia após dia, que é um bom jogador. Jonas merece.

Do outro lado, lágrimas sofridas. Luiz Alberto, o vigoros capitão do Fluminense, chorou. Ele, que no ano anterior liderou a equipe dentro de campo rumo à final da Libertadores, agora encontra-se, com todo o time, em uma situação lamentável. Luiz Alberto negou que a equipe tenha jogado de vez a tolha, mas sabe que Tricolor Carioca não tem mais forças para reagir. O Fluminense foi um time apático, sem vibração, sem vontade. Cada gol gremista tinha o efeito de uma punhalada no coração do último colocado.

Resta ao Fluminense jogar por sua dignidade até a última rodada, e, desde já, reestruturar-se para voltar à série A no próximo ano.
Para o Grêmio, ainda há esperança de conquistas maiores neste ano, mas tudo depende de um bom resultado na decisão do próximo domingo, no Serra Dourada, contra o Goiás.

Sim, nós, homens, choramos. Choramos de emoção quando finalmente conquistamos algo pelo qual batalhamos muito, e de profunda tristeza quando nosso orgulho é ferido à golpes letais.
Faltam muitas rodadas para o fim do Brasileirão, e, até o final, muitas lágrimas vão escorrer nos gramados.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"Amor da minha vida"

Nascimento e morte são coisas solitárias, por isso nos preocupamos em arranjar alguém para passar o resto de nossas vidas.

Sim, normalmente, o ser humano precisa de um outro ser humano para "compartilhar" a existência. Todos gostam de ter alguém para chamar de "seu", alguém para abraçar, beijar, dividir bons e maus momentos, trocar experiências e etc. Ou seja, todos procuram uma criatura que possam chamar de "amor da minha vida".

Se isso é bom ou ruim, não importa. Paixão e o ódio são tão próximos quanto a distância da tua casa até a do teu vizinho. Ambos os sentimentos tem o poder mudar a tua vida, e sobre tudo de afetar o teu julgamento. Já dizia Nietzsche: "O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são". O próprio Nietzsche enlouqueceu de vez após um "pé na bunda". Se ele, um dos seres mais racionais que já habitou este planeta, não manteve a sanidade por causa de uma mulher, lhes pergunto: após um "fora", o que resta pra nós, simples humanos padronizados do século XXI??? Não sei!!!

Eu tô acostumado a ser solteiro. Não depender de ninguém para nada tem suas vantagens. E até certo ponto, as vantagens eram bem mais numerosas que as desvantagens.
A idéia de "perder" a liberdade nunca me agradou. Até que eu conheci a Vic. Com ela caiu minha tese de que é possível ser feliz solteiro até o fim da vida. Mas esta, é uma loooonga história e eu espero não falar mais sobre isso aqui. Não hoje... O tempo passou e eu voltei a ser o cara que acreditava na solteirisse como aliada da felicidade. Claro que eu conheci outras gurias na vida, nenhuma que eu tenha dedicado muito afeto. Algumas até tentei, entretanto não rolava aquele "felling", you know? Porém, assim como as marés, nossos conceitos também estão em constantes mudanças. Há quase um mês, conheci uma guria muito tri. Além de linda em todos os sentidos, tem gostos parecidos com os meus. Curte as mesmas músicas, mesmas comidas, mesmos filmes, enfim... Mais uma vez minha teoria foi por água à baixo, na virada da maré. Nossos gostos em comum são justamente a maior de todas as barreiras. Ela pensa como eu pensava antes de conhecer ela: ser solteiro é mais legal. Me lembra a história do homem que procurou a "mulher perfeita" em todos os cantos do mundo até encontrá-la. Encontrou! Ficaram juntos e viveram felizes para sempre? Não. Infelizmente, ela também procurava o "homem perfeito".

Assim é o amor, tão contraditório quanto a paixão e o ódio. Bizarro ao ponto de provocar crimes passionais. Ridículo ao ponto de fazer teu cérebro retroceder e te deixar ingênuo como uma criança. Lindo à ponto de tecer as mais belas músicas.
O amor destrui Tróia, abalou o sábio Nietzsche, fez Lennon findar os Beatles. E eu? Hum, Talvez siga os passos do filósofo, ou quem sabe componha uma bela canção... Bueno, ainda há uma longa jornada pela frente...



sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Aqui é o meu lugar!


Morar longe um tempo até pode ser legal. Mas Porto Alegre é meu lugar!

Claro que eu tenho vontade de viajar. Conhecer novos lugares, novas culturas, pessoas diferentes, aprender coisas, enfim... conhecer o vasto mundo. Se eu pudesse, arrumava as malas agora mesmo e saia mundo à fora. Uma pena que isso exija dinheiro, muito dinheiro.

Três lugares que eu não abro mão de conhecer antes de morrer são: Londres, Roma e Grécia. Tomara que não demore muito pra eu realizar esse sonho. :p

Voltando ao assunto... eu gosto de Porto Alegre. Na verdade, gosto do Rio Grande do Sul de uma forma geral. Fora os arredores de Porto(Grande Porto Alegre) e algumas vilas aqui da capital, o resto é muito tri. O interior tem cidades lindas. Veranópolis, Gramado, Canela... Bah, várias cidadezinhas com ares europeus.

Não me imagino morando em nenhuma outra capital no mundo. E mesmo eu sendo um cara caseiro, curto todas as coisas daqui. Um lugar onde, na maioria das vezes, tu podes passear e nem ser assaltado. Eu gosto dos shoppings, dos vários cinemas, dos vários patrimônios históricos da cidade. Gosto de ir no Parcão, na Redenção, e até mesmo no marinha nas tardes ensolaradas pra ficar tomando um chimas e tocando violão. O pôr do sol é uma imagem impagável. Gosto de andar de trem, passear de carro e até de pegar ônibus(porque se tem algo que presta, é o transporte público). Gosto de ir no Olímpico Monumental, assistir os jogos do Imortal Tricolor. Na noite, é tri bom ir pros barzinhos da Cidade Baixa, da Lima e Silva, da Goethe. Sem falar do inverno... é bom um friozinho!!! E, pra completar, ainda tem as mulheres. Eu vejo há 20 anos, todos os dias da minha vida, mulheres perfeitas, bah... mesmo assim continuo me impressionando com a quantidade de mulheres lindas por metro quadrado. É impressionante!

Eu posso dizer que viajar é bom. Mas que a melhor coisa numa viagem, é saber que no fim tu vais voltar pra Porto Alegre. Nasci, criei raízes, e pretendo envelhecer aqui. Porto é o meu lugar!