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domingo, 10 de outubro de 2010

A mística camiseta sete

Com ela Renato destruiu na libertadores e meteu duas buchas na final do mundial, Paulo Nunes endiabrou defesas américa afora e Jonas ainda não cansou de ser o atual artliheiro do Grêmio e do brasileirão. Agora, graças a namorada, eu também a tenho: A mística camiseta de número sete que tantas alegrias já proporcionou ao tricolor.

(Foto by Jaque)

Que me traga sorte também!!!

domingo, 4 de julho de 2010

Culpa do Mick Jagger!

Nenhuma equipe ensaia bater tiros de canto no primeiro poste. A chance de uma bola cruzada no primeiro resultar em nada é muito grande. Ali, no primeiro poste, sempre haverá um baixinho colado à trave e um grandalhão por perto para rechaçar a pelota em caso de tentativa de gol olímpico. Na seleção brasileira não, nem baixinho nem grandalhão. Alguns comentaristas disseram que o segundo gol holandês fôra fruto de uma jogada ensaiada. Ridículos, os que ousaram proferir um absurdo desses. O gol que adiou o hexacampeonato foi, na verdade, fruto de um lapso de desatenção e surpresa pela má cobrança do escanteio. O Brasil tinha qualidade suficiente para virar, mas não contava com a falta de maturidade de Felipe Mello. Depois da expulsão, o Brasil perdeu o meio de campo, o setor que deve ser dominado quando se é preciso exercer forte pressão sobre o adversário. O fator psicológico eliminou o Brasil. A seleção representou bem nosso país na Copa do Mundo. Nem sempre o melhor vence. Futebol têm dessas coisas... Apesar de tudo, Dunga conseguiu resgatar o orgulho à muito tempo perdido. Nosso jogadores jogaram com amor à camisa.
A Holanda teve sorte. Só há um culpado nessa história inteira: Mick Jagger.
Se serve de consolo: a Argentina caiu de quatro... Adiós.

domingo, 27 de junho de 2010

Mais doses de Strokes e futebol

O meu colega de cursinho, o Carlos(ou Paraíba), fez com a boca o solo de alguma música do Strokes.

-Bah, vontade que deu de escutar um Strokes - Disse eu.
- Ahan. Muito irado. Essa tem no Guitar Hero.
- Bah, em qual Guitar Hero que tem essa? - Perguntou o Ises.
- Bah... eu achei que só tivesse Reptillia. - Respondi.
- Então... é essa!!! - Retrucou o Carlos. A conversa sobre Strokes continou...

Hoje, vendo Argentina e México, perguntei:
- O Fernando Gago não foi convocado pra Copa???
- Não. Não foi. - Respondeu o Maurício.

Moral da História: Tô perdendo a identidade. Preciso urgentemente de mais doses de Strokes, acompanhar mais futebol como antes e lembrar que Argentina sempre pode contar com uma mãozinha amiga(dessa vez foi a do bandeirinha).

segunda-feira, 1 de março de 2010

Onde os desacreditados têm vez

2006: Mano Menezes andava preocupado. Sua equipe estava na final do Campeonato Gaúcho. O Duelo era contra o atual e recém campeão do mundo, o Internacional. A Base do inter ainda era quase a mesma que poucos meses antes havia batido o grande Barcelona de Ronaldinho. O Grêmio não era o favorito. O time de "Operários" de Mano tinham menores chances contra os "Diamantes" do Colorado.

A primeira partida terminou com o escore de 0 a 0, no Olímpico. A segunda partida foi disputada no Beira-Rio. Ou seja: o Inter possuía uma equipe melhor, vivia uma fase mais feliz, e disputaria o título em seu território. A situação era muito favorável aos vermelhos. Ambos os técnicos foram eficazes ao montarem suas estratégias. Os comandados de Abel Braga anulavam os liderados por Mano Menezes e vice-versa. O jogo foi feio. Feio e emocionante, como todos os grenais da história. As duas equipes criavam poucas chances de gol. O Inter saiu na frente com o gol de Fernandão. Pronto, estava quase decretado o campeão gaúcho de 2006. A partida continuava tensa e com poucas possibilidades de mudança no resultado. E é justamente nessas horas, que o futebol faz juz ao apelido de "caixinha de surpresas". Os reservas de ambas equipes faziam seus aquecimentos atrás das goleiras quando Mano Menezes mandou chamar um jovem atacante que era sempre muito contestado pela torcida tricolor. Pedro Júnior, era o nome do garoto desacreditado que vestia a camiseta número 17.

Os técnicos haviam estudado todas as possibilidades um do outro. Algo muito fora do comum teria que acontecer para que uma ocorresse uma mudança no panorama da partida. Aos 33 minutos do segundo tempo o Grêmio ganhou uma falta em uma zona intermediária do campo. A bola foi alçada na grande área e em uma lapso de desatenção da defesa colorada, eis que o desacreditado e desmarcado Pedro Júnior golpeia a bola com a nuca e ela vai parar no fundo das redes de Clêmer. 1 a 1 em um campeonato no qual gols fora de casa valem por dois nos critérios de desempate. O jogo continuou tenso até o final. E terminou assim. O Grêmio levou o título por méritos de um jogador contestado.

Ontem, Gilmar Iser foi bem. O esquema tático proposto por ele não deu muitas chances ao Grêmio. O Novo Hamburgo que, teoricamente, possuia uma equipe inferior técnicamente, vendeu caro a derrota, brigou até o fim, exerceu pressão e, por vários momentos, foi superior à equipe da casa. Mas o que os "Galáticos do Interior" esqueceram, foi que em campo havia um jogador muito criticado pela torcida gremista. Esqueceram-se dos feitos de Aílton no Brasileirão de 1996 e de Pedro Júnior no Gauchão de 2007 e cometeram uma infração que lhes custou a taça Fernando Carvalho. O Grêmio ganhou uma falta de longa distância à seu favor. E ele, o, até então vaiado, Ferdinando apresentou-se para a cobrança. Disparou um petardo com a raiva que só os jogadores que buscam a redenção conseguem. A bola entrou como um foguete no canto esquerdo inferior do gol. Mais um título conquistado pelos pés de um jogador sem moral com a torcida.

No Grêmio, os desacreditados têm vez!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Quando mulher quer...

Mulheres sempre conseguem tudo que desejam dos seus homens. Tudo.

Elas apontam para um vestido caro numa vitrine não menos cara e dizem: - Olha, amor, que vestido lindo. Adorei!!!(Sim. Elas falam com três pontos de exclamação. Às vezes até mais, dependendo do vestido em questão). Pena que é tãããão caro. - Ou fazem chantagens emocionais. Ou, em último caso, promovem greves de sexo. E nós, homens, sempre cedemos às vontades femininas. Cedemos o cartão de crédito para as roupas e as jóias que ela tanto estima, concordamos em assistir uma comédia romântica ao invés daquele filme clássico do Charles Bronson, aceitamos passar uma tarde inteirinha na casa da mãe dela conversando sobre aquela tia enferma que mora no interior, ou sobre a prima desvirtuada que engravidou de outro homem que não o marido...; e até abrimos mão do futebolzinho ou da churrascada com os amigos. Às vezes, dispensamos ambos, o futebolzinho e a churrascada. Trágico.

Rapazes, façamos um teste de imaginação: Esqueça por alguns momentos aquela mulher gordinha e cheia de celulites com a qual você tem um relacionamento diário. Imagine que você é casado com um mulher gostosa. Não, não uma gostosa qualquer. Imagine uma realmente gostosa, com todos adjetivos positivos que a palavra "gostosa" carrega consigo. Pronto? Pois bem. Agora imagine que a sua Deusa Grega quer mudar-se de cidade. Tramandaí? Uberlândia? Criciúma? Interior de São Paulo? Não. Nada disso. Ela quer trocar a já não muito limpa, Porto Alegre, por ares romanos. E, para completar, ofereceram a você um proposta para atuar em um grande clube italiano. Seu salário será em euros. Muitos euros.
Você iria? Cruzario o atlântico rumo à cidade dos gladiadores? Trocaria um passeio no Parcão por uma voltinha perto do Coliseu? Eu sim. A mulher do Maxi Lopez também.

Wanda Nara cansou da agitada capital gaúcha. O luxo da Padre Chagas e dos shoppings de Porto Alegre não a satisfazem mais. Criar um filho na Itália é uma sábia decisão. Maxi tem uma mulher gostosa, um filho; uma vitrine melhor para chegar a seleção argentina e muitos euros a receber. Dadas as condições, eu não hesitaria em aceitar a proposta da Lazio. Wanda Nara aceitou. Maxi não teve escolha.Não há nada que uma mulher não consiga pedindo com jeitinho!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Valeu, Danrlei!

Estive presente no jogo de aposentadoria do Danrlei, ex-goleiro do Grêmio. Foi uma festa linda, à altura dos feitos dele vestindo o Manto Tricolor. Trinta mil torcedores marcaram presença. Trinta mil vozes ecoando pelo estádio. O olímpico pulsou. Foi emocionante. Uma emoção indescritível. Como diria o Pedro Ernesto: "foi demmmais.".

Desde o momento que os atletas que defendiam o Grêmio no ano de 95 adentraram ao gramado, até o fim da partida: uma aura mágica tomou conta de todos os espectadores. Danrlei; Arce; Rivarola; Adílson, o Capitão América; Roger; Luis Carlos Goiano; Dinho, o Cangaceiro; Alexandre; Carlos Miguel; Paulo Nunes, o Diabo Loiro; e Jardel. Uma escalação que todo gremista tem na ponta da lingua, repetida novamente no gramado do Olímpico Monumental. Nostalgia total. Lembrei-me da primeira vez que fui ao Olímpico: eu era uma criança, devia ter uns 6 ou 7 anos. A partida era válida pelo campeonato brasileiro. O adversário era o União São João de Araras. O estádio estava quase vazio; o jogo foi horrível, desinteressante. Terminou empatado em 1 a 1. Recordo que a escalação não era muito diferente dessa que jogou hoje. Hoje foi melhor, embora os muitos quilos e anos de vida a mais dos jogadores tenham contribuído para que o jogo de despedida de Danrlei não fosse o maior espetáculo da terra(uma partida em slowmotion). Mas foi ótimo reviver, vibrar e gritar com e para os mesmos ídolos da minha infância. Gritar novamente "Arce, Arce, Arce..." nas cobranças de faltas e escanteios; comemorar gols do Jardel; aplaudir os dribles do Paulo Nunes; urrar após assistir a mais uma dividida ríspida do Dinho; e ser salvo pelas mãos do Danrlei, não tem preço. Só sendo gremista para entender...
O mesmo Grêmio para o qual eu cresci torcendo, estava ali, com os mesmos jogadores que tanto honraram a camiseta do Imortal Tricolor, exatamente os mesmos atletas que eu via na televisão e no estádio quando pequeno. Recordar é viver!

Todo gremista na faixa dos vinte e poucos anos que atuou sob as traves alguma vez, já gritou: "DANRLEEEEI..." após uma defesa. É fato!

Jogar onze anos por uma mesma equipe e encerrar a carreira com uma grande festa em um estádio lotado, não é para qualquer um. O jogo de despedida organizado por Danrlei foi, acima de tudo, uma prova de amor e gratidão do ex-goleiro para com o clube e sua torcida.
Após muitos capítulos, uma história repleta de glórias chegou ao fim na tarde do dia 12 de dezembro de 2009 em Porto Alegre. Os céus derramaram lágrimas disfarçadas em gotas de chuva em homenagem a mais um eterno goleiro do Grêmio. Para mim, Danrlei sempre será "O Goleiro do Grêmio". Inesquecível.

Valeu, Danrlei!

sábado, 24 de outubro de 2009

Clima de Clássico

Gre-Nal é acirrado, não interessa o local ou o torneio em questão. Mas o embate do próximo domingo será, além de disputadíssimo, decisivo no que diz respeito as ambições de ambas equipes para o restante do ano. A razão? Cinco Pontos. Os mesmos cinco pontos que separam o Inter da liderança da competição, também separam o Grêmio do G4.

O tricolor vem desfalcado de peças importantíssimas como Jonas, goleador da equipe na temporada, Maxi López, o símbolo da raça do time, e sem seu capitão e camisa dez, Tcheco. Os últimos dois suspensos pelo terceiro cartão amarelo.
O Internacional não poderá utilizar o zagueiro Fabiano Eller, também cumprindo suspensão pelo terceiro amarelo. Teoricamente, a situação é desfavorável ao Grêmio, embora a única vantagem real do Inter seja o fator local.

Douglas Costa poderá ser a surpresa entre os titulares do Grêmio. O Internacional contará com a volta de Giuliano, Alan Kardec, e Bolívar, que cumpriu suspensão diante do Fluminense.

Quem perder, praticamente, dará adeus aos seus objetivos maiores. Uma derrota gremista acaba com o sonho de disputar a libertadores de 2010. Desbarato colorado complica demais as chances de manter-se na briga pelo título.

O clima de clássico já tomou conta da cidade.

Para domingo, a meteorologia indica tempo fechado e a volta do frio à capital gaúcha. Eu indico clima quentíssimo dentro de campo, nervos à flor da pele, e Porto Alegre parada para assistir a mais uma peleia inesquecível.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Caixa de Pandora

Existem na Mitologia Grega várias versões para esta mesma história. Todas elas tem o mesmo significado. O titã Prometeu deu aos homens o segredo do fogo, com o qual poderiam subjugar todas as outras espécies vivas. Zeus não gostou da ideia. Nem um pouco! E mais do que não gostar, ele resolveu vingar-se.Existe no mundo alguma criatura mais vingativa do que a mulher? Claro que não!

Ainda não existiam mulheres no planeta. Nem uma sequer. E foi essa a melhor maneira que o Deus dos Trovões encontrou para vingar-se do titã, criando e enviando para a Terra um ser mais vingativo que a própria vingança(se é que é possível): a mulher. É claro que não operou sozinho. Pandora teve sua forma esculpida em argila por Hefesto; Afrodite deu-lhe beleza; Apolo foi o responsável por seu talento musical; Deméter lhe ensinou tudo sobre colheita; Atena concedeu-lhe habilidade manual; Poseidon presenteou-a com um lindo colar de pérolas; Hermes dotou-a com o dom da persuasão(MALDITO SEJA HERMES!!!), além de outros dons recebidos de todos os deuses. Zeus finalizou a obra dando-lhe características pessoais, antes de entregá-la com um topzinho na cabeça a Epimeteu, irmão de Prometeu.

Prometeu alertou o irmão sobre sua desconfiança quanto ao presentinho do Deus Supremo, mas como titãs e homens tem pensamentos semelhantes ao avistarem uma bela mulher, Epimeteu não deu ouvidos ao irmão e aceitou o presente. Mais do que aceitou, casou-se com Pandora. Pronto, Zeus vingou-se em grande estilo. Deu aos homens alguém para controlá-los, persuádi-los, obrigá-los a fazer todas suas vontades e para reclamar quando demoramos demais jogando futebol com os amigos.

Como toda mulher, Pandora também possuía o "fator Kinder Ovo". Sim, Pandora tinha uma surpresa, uma caixa na qual estavam aprisionados todos os males da humanidade e apenas um dom. E então, Zeus cometeu um grave erro: atiçou um dos sentimentos mais fortes das mulheres... curiosidade. Zeus Disse-lhe exatamente o que não se deve dizer a uma mulher quando não se quer que ela faça algo.
- Pandora, guriazinha linda, eu te dou esta caixa mas promete pro pai que não vais abri-la em hipótese alguma. Tá?
- Sim, papai! - Respondeu-lhe Pandora, provavelmente fazendo uso do dom concedido por Hermes. Repito: maldito seja Hermes!!!

Vencida pela curiosidade, a primeira mulher do planeta abriu a caixa para dar uma espiadinha, liberando assim todos os males existentes. Desesperada, sem saber o que fazer tentou fechar a caixa a tempo de manter algo aprisionado em seu interior, e conseguiu. Pandora libertou todas as coisas nefastas e manteve presa na caixa apenas algo chamado Esperança.

Às vezes nos apaixonamos, levamos vários "foras", somos desprezados, humilhados, nos expomos ao ridículo, ficamos chatos com nós mesmos(sim, eu fico chato até comigo quando não me querem. O cara mais chato do mundo eu diria...), mas continuamos insistindo. A insistência é explicada por um simples motivo: mesmo não querendo-nos, todas as mulheres tem algo em comum com a primeira da Terra, elas prendem nossa esperança.

Aqui no sul, além de belas mulheres, há algo semelhante, senão pior, no que diz respeito as nossas esperanças para o futuro: A dupla Gre-Nal! Sofremos, esbracejamos e até choramos por Grêmio e Inter. Os dois representantes do sul na primeira divisão sabem o quão difícil será conquistar algo no Brasileirão nesta altura do campeonato. Mesmo assim, os gaúchos continuam acreditando. E é tudo culpa da Pandora... Enquanto houver mulheres e rodadas do Campeonato Brasileiro, continuaremos acreditando em um final feliz. Enquanto houver paixão, há esperança!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Boys don´t cry???

Quem inventou que "homem não chora" certamente nunca assistiu um Campeonato Brasileiro. Ontem, no Olímpico, jogadores de ambas as equipes foram às lágrimas. Por motivos diferentes.

Jonas, o mal amado camisa 9 do Tricolor Gaúcho foi aos prantos ao marcar seu décimo terceiro gol na competição e, junto com Adriano, isolar-se na artilharia do campeonato. O choro do goleador do Grêmio na temporada é compreensível. Aos vinte anos Jonas ainda trabalhava como farmacêutico, no interior paulista, A idéia de ser um jogador de futebol ficava cada vez mais distante. Poucos anos depois, torna-se o homem que mais balançou as redes do principal campeonato do "país do futebol" (até agora). Jonas nunca foi uma unanimade no Estádio Olímpico. Sempre foi contestado por direção, torcedores, e, até, pelos técnicos que passaram pelo Grêmio nos últimos anos. Ao marcar seu gol de número 13 na competição tudo veio à tona. Um choro de alívio, um choro de desabafo, e, acima de tudo, o choro de um homem que já venceu muitos obstáculos na vida e mesmo assim segue tendo que provar a todos, dia após dia, que é um bom jogador. Jonas merece.

Do outro lado, lágrimas sofridas. Luiz Alberto, o vigoroso capitão do Fluminense. Ele, que no ano anterior liderou a equipe dentro de campo rumo à final da Libertadores, agora encontra-se com todo o time em uma situação lamentável. Luiz Alberto negou que a equipe tenha jogado de vez a tolha, mas sabe que Tricolor Carioca não tem mais forças para reagir. O Fluminense foi um time apático, sem vibração, sem vontade. Cada gol gremista tinha o efeito de uma punhalada no coração do último colocado.

Resta ao Fluminense jogar por sua dignidade até a última rodada, e, desde já, reestruturar-se para voltar à série A no próximo ano.
Para o Grêmio, ainda há esperança de conquistas maiores neste ano, mas tudo depende de um bom resultado na decisão do próximo domingo, no Serra Dourada, contra o Goiás.

Sim, nós, homens, choramos. Choramos de emoção quando finalmente conquistamos algo pelo qual batalhamos muito e de profunda tristeza quando nosso orgulho é ferido à golpes letais.
Faltam muitas rodadas para o fim do Brasileirão, e, até o final, muitas lágrimas vão escorrer nos gramados.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Montevidèo

Ahan, tava lá em Montevidèo jogando uma bola. Não deu certo. Paciência. Agora tô de volta em Porto Alegre, e semana que vem começa a correria da vida outra vez.
Abaixo umas fotinhos que eu tirei lá, com a - não muito boa - câmera do celular:



Numa parede perto do Parque Central

Outra Parede perto do Parque Central

E mais outra...


Monumento na praça do Terminal Tres Cruces

Monumento em homenagem a... tá, não sei em homenagem a quem. Mas se ele tem um monumento é porque foi famoso.


Sim, turista sempre tem que tirar uma foto assim!

E assim também!


A entrada do Parque Central

O bus da volta
A melhor coisa em qualquer viagem, é voltar pra Porto Alegre no final!

Tô de volta!!!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Amigos torcedores

Se tem algo sensacional no futebol, fora do campo, é isso: a amizade entre torcedores de um mesmo time.
É impressionante a intimidade que as pessoas tem umas com as outras em dia de jogo de um clube, pelo menos a torcida do Grêmio é assim. Tô acostumado a ir em jogos do Grêmio sozinho, mas nunca vou calado. Vou e volto conversando com os outros gremistas sobre o jogo...
Movidas pela mesma paixão, por uma equipe de futebol, as pessoas se aproximam, te cumprimentam, falam sobre futebol, contam histórias de suas vidas, as vezes coisas íntimas, é tri legal.

Um bom exemplo é o último jogo do Grêmio que eu fui, no Olímpico, contra o Sport Recife.
Tava bem tranquilo na parada, com minha camisa preta do tricolor dos pampas, só esperando o bus pra ir pro estádio, e eis que um cara, também com a camisa do Grêmio, vem até mim, com uma lata de Polar na mão, e começa a me relatar toda história da compra do ingresso dele... uma carteira que era de um amigo dele, que emprestou pra ele, que comprou o ingresso uns dias antes... e blá blá blá...
Nisso, chegaram mais dois caras de camisa do Grêmio e entraram na conversa, falando sobre o que esperavam para o jogo de daqui a pouco. Até que veio o ônibus que vai para a Azenha. Já tava lotado de gremistas...
Sentei num banco qualquer, perto da roleta, e fiquei... não demorou muito, um guri e uma guria, trajados de azul, preto e branco, sentaram-se atrás de mim. E foram até lá o Olímpico conversando besteiras sobre futebol. Por incrível que pareça, a guria entendia bem mais que ele. Bueno, isso não é muito comum, gurias que entendam de futebol. :p

Na fila pra comprar ingresso, resolvi perguntar pra um cara, que estava com fones nos ouvidos se já havia sido divulgado quantas pessoas estavam dentro do estádio. Ele não sabia, mas ficou puxando papo até a hora em que eu comprei o ingresso e adentrei o solo sagrado. Não só ele, mas umas cinco pessoas em volta foram conversando o tempo inteiro na fila, eu era uma delas.

Tava caminhando rumo a arquibancada lateral, de olho no jogo, quando o Reinaldo, atacante tricolor, desviou um chute de longa distância e pôs a bola no fundo da rede. GOL!!! Todos gritando, comemorando, pessoas abraçando desconhecidos, loucura nas tribunas, ...
Assisti o restante do jogo na arquibancada lateral, perto da linha do meio-campo. Durante toda a partida, conversava e comentava, lance a lance, com as pessoas em volta. Quatro gurias lindas tavam do meu lado naquele dia, um degrau abaixo da arquibancada. Aliás, todas as gremistas são lindas, muito lindas. Menos uma, que estava a minha direita, no mesmo degrau que eu, aquela não era linda, mas pelo menos é gremista. :p

O jogo terminou, e todos os torcedores foram para suas respectivas casas, após vibrar, cantar, sofrer, rir, comemorar... ao lado de pessoas desconhecidas, mas com uma paixão em comum, o Grêmio Football Porto-Alegrense.

Se as pessoas fossem sempre assim, amistosas umas com as outras, menos egoístas, amigas mesmo: a vida na sociedade seria muito melhor.
Pena que o mundo não é assim, cheio de pessoas amigáveis... mas no futebol, ao menos na torcida do Grêmio, é assim: todos são amigos. Já é um começo!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O Futebol é que me afasta do blog!

Leitorinhos e leitorinhas, eu curto um monte escrever aqui, de verdade. Tenho várias idéias para futuros posts, mas ando sem tempo de fuçar no computador, e naturalmente, de escrever pra vocês. Tá eu confesso: há falta de novos posts pode, também, ser atribuída a uma dose de preguiça, sim. Mas o maior culpado: é o Futebol!

Eu prometi para mim mesmo que não iria escrever sobre Futebol aqui no blog, mas minha promessa, para mim mesmo, não durou muito tempo.
Pra quem não sabe: até pouco tempo, eu queria ser jogador, jogo bola desde gurizinho... agora tô velho demais pra isso(:p). Então, é natural que eu me interesse, e MUITO, por Futebol. Aliás, quero trabalhar com isso até o fim da vida, se possível, claro.

Sábado, após ver o Robinho pipocar(mais uma vez, apesar do gol marcado) no jogo: Manchester City vs. Chelsea, eu fui a um local que há muito tempo(uns mêses) não ia: o Estádio Olímpico Monumental. Vi de perto o Grêmio ser roubado pelo juíz, e acabar derrotado, por 2 a 1, para o Goiás/Árbitro. No meio do jogo, a enxaqueca me atacou. Começei a enxergar pontos pretos, tipo quando tu olhas muito tempo pra luz, sabes? Cheguei em casa tri mal, deitei, e durmi. Não que eu seja "pé frio", não! É a segunda vez na vida que vou a um jogo e o Grêmio perde, a outra vez foi a MUITOS anos atrás... quando eu tinha uns 12 anos de idade, mais ou menos, em jogo válido pela extinta Copa Sul-Minas, para o Atlético Paranaense, próximo adversário do tricolor no Brasileirão.

A propósito... eu tava ali, ó... bem embaixo da parte vermelha da bandeira do Rio Grande do Sul, com uma das bandeirolas... dalhê!

Domingo(recuperado da enxaqueca), no campeonato Municipal de várzea, aqui de Porto Alegre, fui expulso logo nos primeiros minutos de jogo, por besteira da minha parte, admito. Só não fiquei mais constrangido porque meu time não perdeu, e deu mais um passo rumo a próxima fase do torneio.

Segunda-Feira, não postei nada por preguiça mesmo! Não fiz nada o dia inteiro, só fui na acadêmia de noite.

Mas foi terça que o futebol me afastou de vez dos trabalhos "bloguísticos". Começou a UEFA Champions League(Liga dos Campeões da Europa), o maior torneio entre clubes europeus, o equivalente a nossa Libertadores da América, aqui na América do Sul, só que com mais glamour. Para um vicíado em futebol, como eu, não existe torneio mais interessante. Táticas bem boladas que transformam os duelos em "partidas de xadrez". Cada movimento, bem ou mal executado por uma das peças, pode fazer toda a diferença. A essência do futebol! Bah... bonito isso, vou até escrever denovo, com Caps Lock agora: A ESSÊNCIA DO FUTEBOL!

Enquanto não arranjo um estágio, ou emprego, me presenteio com este luxo: assistir todas as partidas da Champions League... a essência do... tá, chega.

Meu dias tem sido assim: acordo, almoço, vou na acadêmia(não necessáriamente nesta ordem... as vezes eu vou na acadêmia e depois almoço), preparo o chimarrão, vou pra sala, e começa o jogo. No intervalo das partidas, aproveito para tomar banho e arrumar as coisas para a aula... começa o segundo tempo. Ao término das partidas, tomo café e vou pra aula. Ou seja, meus dias estão com as horas preenchidas(por football), salvo alguns momentos entre o almoço e o início de algum jogo(mas, normalmente, eu fico na frente da tv olhando os gols dos jogos do dia anterior). Eu não apenas vejo futebol, eu estudo futebol, eu amo futebol... BAH...

Então, se eu não postar coisas com muita frequência, já sabem de quem é a culpa... o bom e velho futebol!